O que fica e o que não fica
O e-mail serve só para mandar o código e não fica guardado. A conta nasce sem ligação com ele. O que sobra tem um motivo, escrito ao lado.
Nunca guardamos
- Seu e-mail corporativo depois da verificação
- Qualquer ligação entre o e-mail e a sua conta
- Seu nome, CPF, foto ou telefone
- Cargo exato ou data exata de entrada
- Seu endereço, CEP ou a localização do aparelho
- Seu salário ligado à sua conta ou à sua avaliação
Não usamosRastreadores de anúncio, pixels ou fontes de terceiros. Ainda veem algo: o provedor que entrega o e-mail com o código (vê o endereço) e a hospedagem do site (vê o IP de quem acessa).
O que guardamos
IP, porta, data e hora de cada acesso, por 6 meses, como exige o Marco Civil da Internet (art. 15). O IP e a porta ficam lacrados com uma chave guardada fora dos nossos servidores, pelo jurídico, e só são abertos para cumprir ordem judicial. Podem incluir um identificador da conta, se a lei exigir.
Garante um crachá por e-mail por trimestre, para ninguém criar dezenas de contas. Permite confirmar se um e-mail específico já verificou, mas não abre o e-mail nem se liga à conta. É apagada depois do trimestre seguinte.
Diz só “alguém verificado nesta empresa, neste trimestre” e o dia em que foi criada. A chave da sessão fica no seu aparelho, e a sessão expira em cerca de 30 dias.
Avaliações e posts, com o mês em vez do dia. Salários e benefícios só entram em faixas, medianas e percentuais de grupos com ruído estatístico, sem ligação com a sua conta.
Região onde mora (nunca endereço), meio de transporte, tempo de ida em faixas de 15 minutos, dias no escritório e preço do almoço. Guardado separado da avaliação e mostrado só no mapa do trabalho, em grupos de 5 pessoas ou mais.
O que protege você do próprio texto
A verificação esconde quem você é. O risco que sobra está no que você escreve e em quando escreve. Estas quatro regras reduzem esse risco.
Publicação atrasada
Tudo passa pela moderação e sai num horário aleatório entre 24 e 72 horas, em lotes de 3 relatos ou mais.
Pelo menos 5 relatos
Nenhum salário, estado ou cargo aparece com menos de 5 relatos verificados, e nada de uma empresa aparece antes de 10 crachás verificados. Salários levam ruído estatístico.
Faixas, não detalhes
Área em vez de cargo, tempo de casa em faixas, mês em vez do dia. Área rara vira “Outra”; empresa com poucas avaliações mostra só a nota geral.
Editor que avisa
Antes de enviar, avisamos sobre nomes, datas, times pequenos e características únicas. O rascunho não sai do seu aparelho.
A lei e os limites
O que cada lei pede de nós, resumido. Não é aconselhamento jurídico.
Marco Civil da Internet, art. 15
Plataformas guardam registros de acesso (IP, porta, data e hora) por 6 meses, sob sigilo; um juiz pode pedir que guardemos por mais tempo. Só os entregamos com ordem judicial. Eles não incluem o e-mail usado na verificação, mas podem incluir um identificador da conta, se a lei exigir.
Marco Civil, art. 19
Em revisão jurídicaEm 2025, o STF mudou a leitura do art. 19. Para alguns conteúdos ilegais, a plataforma pode responder se não agir depois de uma notificação. Para crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria), a remoção ainda depende de ordem judicial.
Como a decisão se aplica a avaliações de empresas ainda está em revisão com nossos advogados. Este texto muda quando a revisão terminar.
LGPD
Dado pseudônimo continua sendo dado pessoal. Por isso tratamos o seu apelido, as suas avaliações e os registros de acesso com as regras da LGPD. Como não sabemos quem você é, os seus pedidos passam pelo seu aparelho: dali você baixa uma cópia e apaga a sua avaliação e o seu salário. Quem é citado num texto publicado, ou a empresa, pode pedir a remoção dele no formulário de remoção.
Igualdade salarial
Empresas com 100 ou mais funcionários publicam um relatório de transparência salarial por semestre. Usamos esses relatórios como fonte pública, ao lado dos relatos.
Perguntas que todo mundo faz
A empresa pode descobrir quem escreveu uma avaliação?
Pelo nosso sistema, não: a assinatura cega não deixa ligar a conta ao e-mail, nem para nós. Mas a empresa pode ver que um código do Crachá chegou ao seu e-mail, e o texto pode entregar você. Se você escreve que era “a única pessoa de dados em Recife”, isso te identifica. Por isso o editor avisa sobre esses detalhes antes de publicar.
E se um juiz mandar entregar os dados?
Entregamos o que a lei nos obriga a guardar. Pelo Marco Civil da Internet (art. 15), guardamos por 6 meses o IP, a porta e a hora de cada acesso. O IP e a porta ficam lacrados com uma chave que não fica em nenhum servidor e só é usada para cumprir ordem judicial. Um juiz pode obter esses registros e, com o IP, pedir à operadora quem usava a conexão. Eles podem incluir um identificador da conta, se a lei exigir. O seu e-mail ligado à conta nós nunca tivemos. Se isso importa para você, use o Crachá pelos dados móveis, por outra rede, pelo Tor ou por uma VPN.
A empresa fica sabendo que eu verifiquei?
Pode ficar. O código chega ao seu e-mail do trabalho, e a empresa controla essa caixa. O provedor que entrega a mensagem também vê o endereço. Para não dar mais pistas, faça a verificação pelo celular, com dados móveis, e não pelo notebook ou pela rede da empresa. Depois, use o crachá mais tarde e de outra rede.
E se eu não tiver e-mail corporativo?
Muita gente no Brasil não tem: varejo, indústria, call center, logística. Hoje só verificamos por e-mail corporativo. Verificação pela Carteira de Trabalho Digital ou pelo holerite é só uma ideia: ainda não existe e não temos data. Se vier, o documento seria apagado logo após a conferência.
Posso avaliar uma empresa onde já não trabalho?
Sim, se você verificar enquanto ainda tem o e-mail do trabalho. O crachá vale até o fim do trimestre seguinte ao da verificação: de 3 a 6 meses, conforme o dia. Verifique cedo e publique dentro desse prazo. Para quem já saiu e perdeu o e-mail, ainda não há como verificar: a verificação por documento não existe.
Posso apagar o que publiquei?
Sim, pelo aparelho de onde você enviou. Ali você apaga a avaliação e o salário e baixa uma cópia deles. Apagar o salário remove o relato guardado; faixas, medianas e percentuais já publicados só mudam quando entram ou saem relatos suficientes do grupo; até lá, e sem prazo se o grupo parar de mudar, continuam contando o seu. A avaliação depende da sua sessão, que dura cerca de 30 dias; o salário, de um comprovante que fica só no aparelho. O botão “sair e apagar tudo” limpa o aparelho. Depois dele, ninguém consegue provar que o texto é seu, nem você: apague antes, se quiser.
A empresa pode pagar para apagar avaliações ruins?
Não. Qualquer pessoa, inclusive a empresa, pode pedir a remoção de uma avaliação publicada, com um motivo; uma pessoa da moderação decide e o motivo fica registrado. O pedido é feito no formulário de remoção, sem login e sem contato. Outras remoções seguem a lei e as ordens judiciais. A resposta pública da empresa está planejada e ainda não existe. Os totais de pedidos de remoção recebidos, atendidos e recusados aparecem no relatório de transparência, público.
A empresa pode criar crachás para se elogiar?
Pode tentar: ela controla os e-mails do próprio domínio. Por isso cada empresa recebe um número limitado de crachás por trimestre, conforme o tamanho dela, cada e-mail pega um por trimestre e toda avaliação passa pela moderação. Isso reduz o problema, mas não acaba com ele.
Por que vocês guardam o IP, se é anônimo?
Porque a lei obriga: o Marco Civil da Internet exige que plataformas guardem registros de acesso por 6 meses. Guardamos lacrados, sem o e-mail que você usou para verificar. Anônimo, aqui, quer dizer que a empresa e o público não sabem quem você é e que nós não temos seu nome nem seu e-mail. Não quer dizer que um juiz não possa chegar até você.
O que ainda pode identificar você?
O que você escreve e os detalhes que conta. A hora e a rede de onde você entra, se forem as mesmas da verificação. O e-mail com o código, que a empresa pode ver. Os registros de acesso, se um juiz pedir. E o tamanho da empresa: onde pouca gente trabalha, pouca gente poderia ter escrito. Por isso nada de uma empresa aparece antes de 10 crachás verificados.
Relatório de transparência
Hoje publicamos uma coisa: quantos pedidos de remoção de avaliações recebemos, quantos atendemos e quantos recusamos, somados por trimestre. Não publicamos o texto dos pedidos nem quem pediu.
O que o relatório cobre, e o que não
| Assunto | Situação |
|---|---|
| Pedidos de remoção de avaliações: recebidos, atendidos e recusados, por trimestre | Publicado Totais ao vivo em Transparência, lidos da API pública (/v1/transparency). |
| Pedidos de remoção por tipo de quem pediu (empresa, pessoa, autoridade) | Não publicado O sistema guarda o tipo do pedido, mas só os totais saem. |
| Ordens judiciais de dados | Não existe O sistema não registra esses pedidos, então não há número honesto a publicar. |
Protótipo. Empresas, pessoas e números são fictícios.